COOPERATIVAS DE CRÉDITO
GANHAM FORÇA NO BRASIL E PASSAM
DE R$ 1 TRILHÃO EM ATIVOS
Por muito tempo, a cooperativa de crédito foi vista como uma opção de nicho, coisa de cidade pequena ou de categoria profissional específica. Esse retrato ficou para trás. Em 2025, o setor cruzou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos e passou a ocupar um espaço que antes era quase exclusivo dos grandes bancos.
O movimento não é pontual. É uma curva de crescimento que se repete ano após ano e que já mudou a forma como milhões de brasileiros lidam com dinheiro.
Os números que explicam o avanço
O Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, divulgado pelo Banco Central, mostra um setor em expansão consistente:
R$ 1,036 trilhão em ativos ao fim de 2025, alta de 17% em um ano e a primeira vez acima de R$ 1 trilhão.
21,2 milhões de associados, sendo 17,8 milhões de pessoas físicas e 3,4 milhões de pessoas jurídicas, crescimento de 10,4% sobre 2024.
Carteira de crédito em alta de 13,1%, ritmo bem acima dos 8,5% do restante do Sistema Financeiro Nacional.
R$ 834,4 bilhões em captações, recurso que volta para a própria rede de cooperados em forma de crédito.
Para dimensionar a trajetória: em 2021, o setor tinha 13,6 milhões de cooperados. Quatro anos depois, são 21,2 milhões. Um salto de mais de 7 milhões de pessoas em quatro anos.
Presença que chega onde o banco tradicional não chega
Boa parte da força das cooperativas vem da capilaridade. Ao fim de 2025, o sistema estava presente em 59% dos municípios brasileiros, muitos em regiões onde a única agência física da cidade pertence a uma cooperativa.
O percentual da população associada chegou a 8,4%. Ainda é um número que revela espaço para crescer, e é justamente isso que torna o setor atraente: a base pode dobrar sem esgotar o mercado.
Por que o modelo cresce
Na cooperativa, o cliente não é apenas cliente: é dono. O resultado financeiro não vai para acionistas externos, ele volta para os associados na forma de sobras, taxas menores e crédito mais acessível.
Some a isso a proximidade. A decisão de crédito costuma acontecer perto de quem pede, com quem conhece a realidade local. Para o pequeno produtor rural, o comerciante de bairro e a pequena empresa, essa proximidade muitas vezes vale mais do que a marca de um banco grande.
Concentração e maturidade do setor
O crescimento veio acompanhado de consolidação. Sicredi e Sicoob concentram mais de 81% da carteira de crédito das cooperativas, sinal de um setor que ganhou escala e profissionalização, com tecnologia e serviços que já competem de igual para igual com os bancos digitais.
O próprio Banco Central passou a tratar as cooperativas como protagonistas do Sistema Financeiro Nacional, e não mais como coadjuvantes.
O que fica
As cooperativas de crédito deixaram de ser alternativa e viraram parte central do sistema financeiro brasileiro. Crescem mais rápido que os bancos, chegam a lugares que o mercado tradicional ignora e devolvem valor para quem faz parte delas.
Para quem ainda vê a cooperativa como opção secundária, os números de 2025 sugerem o contrário: o que era exceção está se tornando escolha.
Fontes
- • Valor Econômico (conteúdo patrocinado): “Cooperativas de crédito avançam e ganham força no Brasil”
- • Banco Central do Brasil: Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC)
- • Agência Brasil: Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos
- • Portal do Cooperativismo Financeiro: Cooperativismo de crédito chega a 21,2 milhões de associados